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Ouro fecha em baixa, pressionado por avanço do petróleo e de juros dos Treasuries
Resumo:Metal para dezembro encerrou em queda de 0,44%, a US$ 4.332,8 por onça-troy, segundo a Comex
Metal para dezembro encerrou em queda de 0,44%, a US$ 4.332,8 por onça-troy, segundo a Comex
O contrato mais líquido do ouro fechou em queda nesta terça-feira (15) ampliando o movimento baixista da sessão anterior, com o metal pressionado pelo avanço dos preços do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries.
A alta da commodity reforça as perspectivas de uma política monetária mais rígida para lidar com a inflação, o que eleva juros dos títulos públicos e pressiona a commodity, que não gera rendimentos. Nesta quarta (16) este cenário será testado com a decisão do Fed(Federal Reserve).
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em queda de 0,44%, a US$ 4.332,8 por onça-troy. A prata para dezembro recuou 0,44%, a US$ 63,85 por onça-troy.

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A renovação das tensões no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo e, consequentemente, as expectativas de taxas de juros de forma mais ampla - não apenas nos Estados Unidos.
Nesse cenário, causa certa surpresa o fato de os preços do ouro não terem sofrido pressões mais significativas até o momento, aponta o Commerzbank.
“Além das preocupações fiscais persistentes, refletidas em rendimentos substancialmente mais elevados dos Treasuries de longo prazo, o recente aumento dos riscos políticos nos EUA também pode ajudar a explicar a relativa resiliência do ouro”, pontua.
“Há muito alertamos que a independência do Fed poderia ser ameaçada por uma intensa pressão política vinda da Casa Branca. No entanto, o dilema do banco central só se tornaria evidente quando seu mandato de política monetária entrasse em conflito com os desejos da administração dos EUA – ou, mais precisamente, do presidente americano”, avalia o banco.
Até a eclosão do conflito com o Irã, esse não era o caso, já que o Fed estava caminhando para reduzir as taxas de juros, para grande satisfação do presidente Donald Trump.
A situação agora é fundamentalmente diferente. Diante de uma inflação persistentemente elevada, o Fed sofre crescente pressão para elevar as taxas de juros, ao passo que Trump ameaçou adotar medidas extremas caso o Fed não as reduza.
Como resultado, um confronto parece quase inevitável, e os mercados financeiros parecem estar levando esse risco cada vez mais em consideração, conclui.
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