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Petrobras assegura alta do Ibovespa em pregão com STF no foco antes de Fed e Copom
Resumo:No exterior, os índices de ações recuaram moderadamente
SÃO PAULO, 15 Set (Reuters) – O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, sustentado principalmente pelas ações da Petrobras, com o preço do barril do petróleo avançando quase 3% no mercado internacional.
Investidores também voltaram as atenções para audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre petição referente a mensagens trocadas pelo ministro da corte Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,54%, a 186.502,64 pontos, após duas quedas seguidas. Na máxima do dia, chegou a 187.650,53 pontos. Na mínima, cedeu a 185.055,57.
O volume financeiro no pregão somou R$22 bilhões, em sessão também de expectativa para decisões de juros na quarta-feira nos Estados Unidos e no Brasil.
O barril de petróleo Brent fechou em alta de 2,9%, a US$108,75, após notícias de que carregamentos no porto de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, haviam sido suspensos e que a Líbia interrompeu operações em três campos.
Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,45%, em sessão também marcada pelo avanço nos rendimentos dos Treasuries, com receios envolvendo IA ainda minando a confiança dos investidores, em véspera de decisão de política monetária nos Estados Unidos.
A agenda de “super quarta-feira” também inclui decisão de juros no Brasil, com economistas estimando um corte na taxa Selic para 13,75% ao ano e atentos a eventuais sinais sobre os próximos passos do Copom.
Nesta terça-feira, porém, o STF concentrou as atenções, em uma sessão marcada por trocas de acusações e discussões entre os ministros da corte.
A petição em análise no plenário da corte nesta terça-feira diz respeito a um relatório divulgado pelo ministro André Mendonça, que aponta mensagens entre Moraes e Vorcaro, ex-banqueiro preso acusado de fraudes financeiras e outros crimes.
Leia mais: AO VIVO: STF decide se abre investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master
A bolsa fechou com os ministros votando para unificar os casos envolvendo os ministros Moraes e Mendonça e designar novo relator.
A petição sobre Mendonça, que estava prevista para ser analisada no dia 23, diz respeito à alegação de Moraes de que o colega teria cometido abuso de poder e crime de responsabilidade no caso Master.
De acordo com o Willian Queiroz, sócio e advisor da Blue3 Investimentos, a alta da Petrobras com o aumento dos preços do petróleo no exterior foi o principal “driver” do Ibovespa, mas o destaque na pauta do dia foi a sessão extraordinária no STF. Ele afirmou que se trata de um assunto que pode fazer preço no cenário eleitoral.
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CNT/MDA: Lula passa de 48% para 47,3% no 2º turno; Flávio oscila de 39,1% a 40%
O instituto MDA entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 9 e 13 de setembro
“Sem dúvidas, o mercado está tenso”, acrescentou o especialista em investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, Marcos Bassani, afirmando que o julgamento gera incerteza política e traz maior volatilidade.
“Ter o Supremo com foco de eventuais corrupções gera incertezas em relação ao investidor nacional e estrangeiro, abrindo margem para risco/Brasil.”
O dia também contou com pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno entre ambos.
De acordo com o levantamento, no segundo turno, Lula lidera com 47,3%, ante 48% na pesquisa anterior, ao passo que Flávio soma 40%, ante 39%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Outros levantamentos vinham mostrando empate técnico.
Dados da B3 sobre a participação de estrangeiros na bolsa paulista mostraram a primeira sessão com saldo negativo no mês, no último dia 11. Ainda assim, setembro acumula uma entrada líquida de R$7,3 bilhões. Até o dia 10, eram R$7,4 bilhões.
Pesquisa do Bank of America com gestores na América Latina mostrou recuperação no sentimento de investidores em setembro, com 73% dos participantes enxergando o Ibovespa acima de 180 mil no fim do ano, de 34% no levantamento de agosto.
Além disso, 46% acreditam que o índice poderá atingir 200 mil pontos ou mais, um cenário que não foi apontado por nenhum participante na pesquisa anterior.
A incerteza eleitoral, porém, continua presente. Apenas 30% dos entrevistados afirmaram que estariam dispostos a aumentar sua exposição a ações nos níveis atuais antes das eleições.
Os demais prefeririam ampliar posições apenas em caso de correção dos preços ou aguardar uma definição maior do cenário político, mostrou o levantamento.
DESTAQUES
AZZAS 2154 ON (AZZA3) caiu 2,98%, ampliando a correção após um começo de mês mais positivo na esteira do anúncio de reorganização societária pela companhia. Na máxima intradia do mês, chegou a R$18,28, no dia 8. Nesta sessão, fechou a R$15,30. Apesar do ajustes, ainda soma uma valorização de quase 3% em setembro. de GNL de Port Arthur, no Texas.
PETROBRAS PN (PETR4) avançou 3,09% e PETROBRAS ON (PETR3) ganhou 3,63%, endossadas pelo movimento do petróleo no exterior, que ajudou também outras petrolíferas na B3. PRIO ON (PRIO3) subiu 2,77% e BRAVA ENERGIA ON (BRAV3) valorizou-se 0,9%. PETRORECONCAVO ON (RECV3), que não faz mais parte do Ibovespa, fechou estável.
ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) subiu 0,76%, abandonando a fraqueza registrada em parte da sessão e descolando do sinal negativo dos bancos do Ibovespa. BRADESCO PN (BBDC4) cedeu 0,71%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) caiu 0,99%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) apurou declínio de 0,36% e BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) terminou em baixa de 0,46%.
VALE ON (VALE3) recuou 1,17%, alinhada à fraqueza do setor de mineração no exterior, tendo como pano de fundo o declínio dos futuros do minério de ferro na China. No setor de mineração e siderurgia na B3, GERDAU PN (GGBR4) subiu 3,15% e USIMINAS PNA (USIM5) avançou 3,27%, enquanto CSN ON (CSNA3) cedeu 2,2% e CSN MINERAÇÃO ON (CMIN3) perdeu 0,96%.
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