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Copasa (CSMG3) tem lucro líquido ajustado de R$ 275,5 mi no 2T, queda anual de 4,8%
Resumo:A receita líquida de água, esgoto e resíduos sólidos totalizou R$ 1,95 bilhão entre abril e junho, alta de 8,9% em relação ao mesmo período de 2025
A Copasa (CSMG3) viu o lucro líquido ajustado somar R$ 275,5 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 4,8% na comparação anual. O lucro líquido contábil foi de R$ 227,1 milhões, retração de 21,5% frente aos R$ 289,4 milhões obtidos no segundo trimestre de 2025.
A receita líquida de água, esgoto e resíduos sólidos totalizou R$ 1,95 bilhão entre abril e junho, alta de 8,9% em relação ao mesmo período de 2025. Já o EBITDA ajustado alcançou R$ 762,1 milhões, avanço de 11,7% na base anual. A margem EBITDA ajustada ficou em 39%, um ponto percentual acima dos 38% registrados um ano antes.
O principal vetor de crescimento da receita foi a aplicação da terceira revisão tarifária da Arsae-MG, que entrou em vigor em janeiro deste ano e elevou as tarifas em 6,56%, além do aumento de 2,1% no volume medido de água e esgoto.
A receita líquida consolidada de água, esgoto e resíduos sólidos atingiu R$ 1,95 bilhão, ante R$ 1,79 bilhão no segundo trimestre do ano passado. A receita líquida de água avançou 8,4%, para R$ 1,26 bilhão, enquanto a de esgoto cresceu 10,3%, para R$ 667,7 milhões.
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Nos indicadores operacionais, o volume medido de água subiu 1%, para 173 milhões de metros cúbicos, e o de esgoto avançou 3,6%, para 124 milhões de metros cúbicos. A cobertura de esgoto atingiu 80,1%, ante 78,2% um ano antes.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 762,1 milhões, crescimento de 11,7% na comparação anual, enquanto a margem ajustada avançou de 38% para 39%. O EBITDA ajustado inclui a exclusão de itens não recorrentes, principalmente a obrigação de R$ 60 milhões relacionada ao acordo de autocomposição firmado junto ao Tribunal de Contas de Minas Gerais.
No critério contábil, o EBITDA foi de R$ 700,4 milhões, alta de 2,7% frente ao segundo trimestre de 2025. A margem EBITDA contábil recuou de 38% para 35,9%.
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Entre os custos, a companhia destacou aumento de 11,5% nas despesas com energia elétrica, reflexo de reajustes tarifários e maior consumo, além da elevação de 14% nos gastos com materiais de tratamento e laboratório.
As outras despesas operacionais líquidas somaram R$ 143,1 milhões negativos, contra R$ 50,2 milhões negativos um ano antes. O principal fator foi o reconhecimento de uma obrigação de R$ 60 milhões decorrente do termo de autocomposição aprovado pelo TCE-MG para ampliação de contratos de esgoto.
Também contribuíram para o aumento das despesas provisões relacionadas a processos trabalhistas, multas ambientais e gastos com preservação ambiental no âmbito do programa Pró-Mananciais.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 168,1 milhões, piorando 64,2% em relação ao segundo trimestre de 2025, quando havia sido negativo em R$ 102,4 milhões.
Segundo a companhia, a piora decorre principalmente do aumento das despesas com juros sobre financiamentos e provisões judiciais, impulsionados pelo maior nível de endividamento e pela inflação mais elevada no período. Também pesou o pagamento realizado para obtenção de waivers junto a debenturistas e credores relacionados ao processo de desestatização da empresa.
Esse impacto financeiro mais do que compensou o crescimento operacional, levando à queda do lucro líquido ajustado para R$ 275,5 milhões.
Dívida cresce e investimentos aceleram
A Copasa encerrou junho com dívida líquida de R$ 8,18 bilhões, aumento de 40% em relação aos R$ 5,85 bilhões registrados um ano antes. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses, subiu de 2,0 vezes para 2,8 vezes.
A dívida bruta totalizou R$ 9,57 bilhões, composta principalmente por debêntures e financiamentos de longo prazo. A companhia destacou que praticamente toda a exposição em euro está protegida por operações de hedge.
O caixa e equivalentes somavam R$ 1,38 bilhão ao final de junho, contra R$ 1,03 bilhão um ano antes, embora abaixo dos R$ 2,51 bilhões registrados em março.
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No primeiro semestre, os investimentos realizados alcançaram R$ 1,54 bilhão, crescimento de 27% na comparação anual, com foco em expansão dos sistemas de água e esgoto, combate a perdas e modernização operacional.
A companhia também informou ter celebrado 43 contratos sob o novo modelo regulatório e contratual, que já representam cerca de 37,5% da receita líquida anual. Com isso, o prazo médio ponderado das concessões aumentou de 13 anos para 29 anos.
Além dos resultados, a Copasa declarou R$ 320,1 milhões em juros sobre capital próprio no primeiro semestre de 2026, equivalente a R$ 0,844 por ação.
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